quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Centros de Convivência – desatando nós, fazendo laços, construindo cidadania                                                                                                                     

Uma rede de serviços substitutivos aos manicômios vem sendo construída ao longo dos últimos 20 anos em Belo Horizonte culminando numa série de mudanças nas premissas teóricas e éticas da assistência, pautadas pela noção do cuidado em liberdade desencadeada pelo movimento político e social no campo da saúde mental- O Movimento de Luta Antimanicomial.

 Os Centros de Convivência tem como função/missão o resgate e a construção da cidadania do sujeito com sofrimento mental, a sua reabilitação e inserção social, fazendo valer a circulação destes novos atores pela cidade.
 
Suas diretrizes, na atualidade, apontam para a construção de um espaço de convívio através de atividades diversas, comemorações, festas, encontros, etc, construídos coletivamente. É o cuidado de si, o fazer novos laços, o acompanhamento na elaboração de projetos de vida e de trabalho numa articulação com os profissionais de referência.

Local de criação, experimentação, reconstrução de algo que se perdeu no percurso da subjetividade do sujeito. É a arte como orientadora do projeto, respeito à possibilidade de expressão, resgate da auto-estima, autonomia e cultura das pessoas com sofrimento psíquico- história de vida e memória.

Funciona como porta de entrada na comunidade, o trânsito pela rua, a lida com dinheiro, o uso do transporte coletivo, a participação em eventos, o registro das atividades e da história, possibilitando a circulação pelo espaço público. Enfim, o encontro com o viver no cotidiano da cidade para além dos muros institucionais em uma perspectiva de inserção e interlocução cultural.

A sustentação do projeto antimanicomial se faz por articulações e mudanças no aparato jurídico, político, administrativo, assistencial e pessoal. Aglutinar aliados é garantir a mudança do paradigma em todas as suas intâncias. Assim, no âmbito do serviço, as reuniões com usuários, familiares e trabalhadores são necessárias; o incentivo à participação no Movimento Antimanicomial, o diálogo com outros movimentos sociais num processo de formação política.

No campo da geração de renda e trabalho, a produção e comercialização de produtos que respeite a singularidade de quem produz deve estar em pauta, assim como a expressão artística e cultural a partir do estímulo a formação de grupos e reconhecimento de “artistas” nesses dispositivos.

O Centro de Convivência Venda Nova comemora 10 anos em 2011, tem cerca de 200 frequentadores que cotidianamente demonstram a possibilidade real e concreta da Sociedade sem Manicômios.

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O Centro de Convivência Venda Nova está localizado na
Rua São Benedito, 184, Venda Nova – Belo Horiozonte / Minas Gerais
Telefone: 55 (31) 3277-5499


Geral ccvn@pbh.gov.br

Ana Paula Novaesanapnov@yahoo.com.br

IsaacLuisisaac_flauta@yahoo.com.br

Luciana Camposlucianabhf@pop.com.br

Luciana Rodrigueslurodrigues.almeida@gmail.com

Rosilda Figueiredo – rosildafigueiredo@yahoo.com.br

Sirla Marinho – sirlamarinho@terra.com.br